Dia Internacional do Surdo

Mano, sabes que domingo é dia do surdo?

Boa! Vão fazer-me uma festa?!!?!?

Parvo…

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É muito assim, sempre foi assim a forma como encararmos o facto de ter um surdo lá em casa.

Soube que o meu irmão era surdo tinha eu uns 9 ou 10 anos. Foi o meu pai que me contou enquanto lavava as mãos na casa de banho. Assim, simples e directo “sabes que descobrimos que o teu irmão é surdo?” Acho que respondi: Pois!

Na verdade na altura nem percebi o que isso implicaria. Com o tempo e o desenrolar das coisas fui-me apercebendo e habituando. Ainda tive apoio psicológico, umas duas sessões com uma psicóloga que nem sequer era muito simpática, mas depois deixei-me disso. Acho que me fez muito melhor usar esse tempo para brincar na rua ás escondidas e à apanhada.

Senti pouco as diferenças, tirando as luzes que acendem lá em casa cada vez que alguém toca à porta ou o facto de não valer a pena telefonar para o meu irmão, acho que a minha realidade é igual à realidade de qualquer irmã mais velha… passar para segundo plano em algumas situações, ter que dividir tudo, ter que ver alguém estragar os meus brinquedos, sentir a responsabilidade de ter que dar o exemplo e pouco mais.

Para ele sim, é mais duro. Não vale a pena pensarmos numa sociedade perfeita. Ser diferente será sempre uma luta. Ser surdo é por isso uma luta diária. Não consigo imaginar o que vai na cabeça dele quando sai à rua, não sei se existe caos ou apenas silêncio, mas calculo que ele gostasse de nos ouvir, de conseguir falar com qualquer pessoa na rua, de ir às finanças, à segurança social ou a qualquer outra instituição publica sem depender de terceiros. Calculo que ele tal como eu quisesse ser independente, mas tenho duvidas que isso seja possível. Não gosto de coitadinhos e o meu irmão não é um coitadinho, nunca foi e nunca será. É bonito, lindo mesmo, tipo jogador da bola, manequim e modelo fotográfico (mas tudo ao mesmo tempo), inteligente, lutador e um excelente atleta. É chato, na mesma proporção da beleza e muito desconfiado, quer saber sempre o que estamos a dizer, o que a mesa ao lado está a dizer, o que os senhores lá ao fundo estão a conversar e não acredita quando lhe digo que não sei, que não consigo perceber as conversas colaterais. Esta posso afirmar que é uma característica dos surdos, são desconfiados.

Depois há uma coisa que é muito gira, quase ninguém sabe Língua Gestual, portanto, nós gozamos o prato e podemos contar segredos um ao outro numa sala cheia de gente. Também discutimos, as mãos gesticulam mais depressa, e a expressão facial muda. Invento quase todos os dias um novo gesto para me conseguir exprimir e dizer palavras que não sei, ele goza, ri até 2023, depois volta e corrige-me. Já não moro com ele, mas garanto que “falamos” todos os dias (obrigada tecnologia).

Somos o gato e o rato, mas não vivemos um sem o outro. E como todos os cúmplices nem sempre precisamos de verbalizar…basta um olhar.

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Sim, eu digo surdo, não digo deficiente auditivo. Também digo burro, não digo que tem perda de inteligência. Digo cego em vez de invisual , digo velho não digo idoso e digo preto não digo de cor. Sou assim… SEM FILTROS.

Se tiverem interesse em ler coisas mais sérias sobre o assunto. Ficam alguns links:

http://parstoday.com/pt/radio/world-i23135-dia_internacional_do_surdo

http://www.apsurdos.org.pt/

https://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-11-16-Para-la-de-um-mundo-surdo#gs.Gr3cQ1o

MB

Sem  filtros

 

 

 

 

 

Entrevistas de Emprego – O DILEMA

Este artigo faz parte do grupo dos que andam a marinar há meses. O que vestir numa entrevista de emprego?

Já perdi a conta à quantidade de entrevistas de emprego a que fui, e à quantidade de pessoas que também já entrevistei. Neste segundo capitulo tive de tudo, calções de praia,  chinelos, mini-saias, lantejoulas, maquilhagem de festa, enfim, todo um mundo fora do contexto. Mas também tive candidatos que me meteram no chinelo e me fizeram ter vontade de voltar a casa e mudar de roupa.  E eu sempre que tinha uma entrevista perdia horas de sono a pensar o que vestir, inspirando-me e algumas vezes em antigas chefias ou colegas, mesmo quando isso nada tinha a ver comigo e não reflectia o que realmente eu era (grande erro, percebo agora).

Independentemente do desabafo que vou fazer, quero que saibam que nunca fui a uma entrevista de calças de ganga e/ou tshirt. Mas se calhar numa próxima até vou. Não percebo o fato preto e a camisa branca, muito menos quando não só não tem a ver com a empresa como na maioria das vezes nada tem a ver com a pessoa. Na minha humilde opinião a pessoa deve estar apresentável, cabelo lavado, unhas arranjadas, roupa sem nódoas e sem buracos e acima de tudo deve ir confiante. Se um belo par de sabrinas lhe dá confiança porquê ir de sapatos de salto alto emprestados e parecer uma girafa bebé a andar?

(Lembro-me de ter trabalhado numa cadeia de ginásios em Portugal em que a equipa comercial parecia ter saído de um filme porno com saias pretas por cima do joelho, batom vermelho e 10cm de salto. Estive lá um mês, eu e as minhas sabrinas pretas).

Em Dezembro abracei um novo desafio profissional e depois de ter sido entrevistada por uma miúda que quase parecia minha filha, mas que se vestia como a minha mãe, passei a uma segunda fase onde uma senhora com um vestido de cetim preto e sombra cor de rosa nos olhos me disse que eu tinha “perfil”, olhei para ela e pensei se aquilo boas ou más noticias. Um mês de formação e no meio de tanta coisa técnica o chefe dá algumas dicas, entre as quais,  “não se esqueça de uma regra básica, não se visitam médicos de calças de ganga”. Bonito…vou passar o resto da minha vida a fingir que sou uma menina certinha.

Nota de rodapé: Primeiro dia de visitas e falo com um médico de calças rasgadas e chuteiras de futsal!

Nunca vou perceber estas regras parvas, muito menos quando elas não estão sequer enquadradas com a cultura da empresa nem com o nível de ordenado. Da mesma forma que as hospedeiras de bordo e as meninas da caixa dos hipermercados têm farda, se calhar também as recepcionistas dos escritórios, os empregados das instituições bancárias e das seguradoras, os operadores de call center e todos os outros que são obrigados a vestir o que o patrão quer deveriam ter.

Resumindo e baralhando, o que vestir numa entrevista de emprego?!?!

Aquilo que sabe que vai vestir todos os dias quando for trabalhar, correr para o autocarro, descer as escadas do metro e subir para o comboio:

Roupa limpa, engomada, sem borbotos, sem nódoas e se não tiverem jeito para combinar cores, optem por tons neutros. Nada de tshirts com frases provocatórias e os acessórios não acho de todo que tenham que ser simples, mas também não precisam de ir mascaradas de Carmen Miranda. Estudem a empresa e a função, tentem enquadrar-se. Não tentem agradar só naquele dia. Mostrem confiança e personalidade. Depois se conseguirem o emprego paguem-me um café. Se não conseguirem é porque algo que vos faça mais feliz está para chegar.

Eu sei que não sou dona da razão e que sou muito contestatária, mas digam de vossa justiça,  se estas meninas vos aparecessem à frente não marcavam logo 15 pontos na primeira impressão?

 

Agora vou só ali escolher umas calças pretas para amanhã que não sejam iguais
às de hoje…

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Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço;)

 

MB

Sem Filtro

AS BÓIAS DA MODA

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Quem não tem reparado que nos últimos dois Verões têm aparecido unicórnios e flamingos por essa costa portuguesa? Mas também não sei se tinham reparado nos preços proibitivos destes pequenos seres insufláveis.

Este ano, algumas marcas perceberam  que as bóias de praia já não são só para miúdos e aproveitaram  oportunidade de mercado, lançando bóias para adultos a preços bastante simpáticos. E até os hipermercados como Jumbo e Lidl têm tido coisas bem originais.

Eu gosto disto, gosto quando a moda se democratiza, até porque entrei em depressão o ano passado por não ter conseguido vender um rim para comprar um flamingo.

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Entretanto e porque aparentemente o Verão deverá chegar por estes dias e quem sabe ficar até ao Natal, partilho convosco as minhas favoritas, com a primark em grande destaque, e confesso que cá em casa já mora um unicórnio e um tocano, sendo que agora falta uma amiga simpática com piscina em casa que me convide para umas tardes agradáveis até ganhar uma cor decente e poder expor-me ao mundo.

Melancia, Brazilian Bikini Shop, 29,50€

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Donut, Primark, 7,00€

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Flamingo Primark, 12,00€
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Concha Primark – 16,00€

Este colchão confesso ser o meu preferido, 27,90€ e infelizmente não está disponível em todos os pontos de venda Havaianas, ou então as meninas das lojas a que fui querem ter exclusividade e disseram que não tinham!

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A ALE HOP juntou-se à festa e para além das bóias tem também bases para copos. Adorooooooo!!!!

 

E vocês, têm alguma?Qual preferem? Também fingem que só as levam para a praia por causa dos miúdos?  Podem confessar-se, fica só entre nós 😉

MB

Sem filtro

Este é o blogue de mulheres para mulheres que os homens não vão querer perder!

 

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Há ideias parvas que nos passam pela cabeça e que nos ficam no coração.

Esta de escrever um blogue terá sido uma das ideias mais parvas que já tive! E o coração vai atrás… E porque o que faço é com o coração fui atrás de quem fosse parvo o suficiente para ouvir a minha parva ideia! Encontrei amigas do coração! E a diversão e partilha já foi tanta que já valeu a pena ter ideias parvas!

Mas, e afinal, é um blogue sobre o quê?

Prometo que haverá parvoeira mas vamos falar de assuntos sérios! Ser mulher não é fácil, não é fácil estar constantemente associada a estereótipos que variam conforme a década, o país ou até o estado da economia.  E diriam os homens “ estas mulheres são é parvas”. Talvez. Mas somos muito mais que “parvas”, e é preciso ser-se mulher para perceber o que quero dizer, e os homens se não fossem parvos até conseguiam entender.

Vamos falar de mulheres reais, aquelas que temos lá em casa, da nossa tia que cozinha divinamente, ou da nossa mãe que não sabe estrelar um ovo, vamos falar daquela super mulher que conhecemos ou da outra mais tímida que prefere não se dar a conhecer. Vamos falar da mulher que tem uma carreira profissional ou da que optou por ficar em casa com os filhos, espera, vamos falar da que tem filhos e também da que não quer ter.

Parece-me que escolhi um assunto fácil, mas na verdade não é fácil falar de mulheres. Somos tão complexas que tantas vezes nem nós nos percebemos. Tentaremos desvendar os mais antigos mistérios da civilização associados ao feminino, mas acima de tudo queremos quebrar com os preconceitos e estereótipos, somos mulheres reais, com tantos defeitos e cada uma com o seu feitio, temos em comum a mesma capacidade para sermos extraordinárias no que fazemos todos os dias.

E a ambiguidade é tanta que conseguimos no mesmo plano ser tanto e ainda mais seriamos se o tempo nos permitisse.

Uma mulher aos nossos olhos será sempre uma mulher forte, uma mulher determinada, com personalidade, que sabe o que quer, que chora com a mesma franqueza que usa para rir, honesta na sua essência, sexy na forma mais natural do seu ser. E que nenhuma mulher nos diga que não consegue, e que nenhum homem nos negue o direito de o ser.

Somos diferentes mas somos Mulheres reais, Mulheres sem filtro, sem nunca deixarmos de ser principalmente e acima de tudo Mulheres!

Sofia Franco

(mulher sem filtro)

 

 

 

 

A mulher de quem se fala…Cristina!

Começou por ser a Cristina Ferreira da TVI, chegou a ser a Cristina Ferreira do Goucha. Agora é a Cristina, uma mulher, uma marca, uma revista. Basicamente a Cristina é tudo aquilo que quiser ser, onde quiser ser e como quiser ser. Goste-se ou não é a MULHER do momento.

Antes que comecem os “mimimis” aviso já que gosto muito da Cristina Ferreira e o facto de fazermos anos no mesmo dia não pode ser só coincidência. Identifico-me em muitas coisas e por isso este não será um post para cascar!

Agora que estamos esclarecidas, voltemos ao assunto.

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Vi a entrevista e se por um lado acho que houve ali alguma presunção, por outro se há pessoa que se pode gabar do estatuto que atingiu é ela. E ninguém a pode criticar por aceitar um salário milionário. Qualquer uma de nós aceitaria e sem ter que dar satisfações ao mundo. Se ela vale isso? Se o trabalho que faz é meritório de tal? Pois, se calhar não…Mas aí a culpa não é dela, é de todos nós que criámos uma sociedade que vive pelas marcas, pelos luxos, pelo deslumbramento. Fomos nós que criámos uma sociedade que paga mal aos médicos, aos enfermeiros, aos policias, aos bombeiros, aos veterinários, aos investigadores e a todos os trabalhadores em geral. Fomos todos nós, não foi só ela. Ai credo, até pareço uma pessoa séria a falar…

A Cristina Ferreira é aquilo que (quase) todas queríamos ser, bonita, rica, inteligente, poderosa. Mas também faz aquilo que nem todas temos capacidade para fazer, apresentar, escrever, dirigir, dançar, estar longe da família quando o trabalho assim o exige, acordar cedo, fazer dieta, ir ao ginásio, aturar pessoas, ajudar pessoas, etc, etc, etc.

Ah! E tal mas se eu tivesse o dinheiro dela também era bonita. Se eu tivesse um PT também ia ao ginásio. Se alguém me maquilhasse eu também tinha esse ar fresco todos os dias. Pois então façam por isso! Porque eu, vou continuar a acordar as seis da manhã para passear o cão, voltar para casa e tomar um duche, engolir uma tigela de Nestum, sair de casa já a pensar na hora de voltar, borrar os olhos enquanto coloco rimmel em plena A1, arranjar desculpas para não ir ao ginásio e fazer figas para que me saia qualquer coisa um dia destes numa raspadinha!

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A Cristina Ferreira é aquilo que qualquer pessoa quer ser neste momento, uma alface do LIDL!!

MB

Sem filtros

P.S. – Talvez ela tenha borrado a pintura com a história da comparação com a morte da princesa Diana, mas foi dos nervos!

 

 

Desta vez faço tudo errado

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Tenho três filhas, a mais recente tem dois meses.

Esforcei-me sempre tanto para fazer tudo certinho como manda o figurino com as mais velhas que o desgaste emocional e físico acabou comigo.

Desta vez faço tudo errado. Desta vez  adormeço-a sempre ao colinho e faço orelhas de burro a quem me venha dizer que estou a habituá-la mal. Se for preciso uma gotinha de Aero-om para acalmar anda sempre comigo no bolso para as ocasiões, e não ligo mesmo nenhuma a quem me venha dizer que  vicio a miúda no doce.

Doce doce é sentir o cheirinho dela bem perto do meu nariz e  esse é o meu verdadeiro vício. Quero aproveitar esta minha maternidade sem culpas ou receios.

Desta vez ela  dorme a noite toda no meu abraço. Acordo de manhã com o braço dormente  mas com o coração cheio e o sorriso dela ao despertar vale por mil dormências. Eu cá não sou dada a termos e não sei se é co-sleeping e não defendo que deva ser assim ou assado . Faço porque preciso de dormir e ela sente-se bem ali, e se as mais velhas sempre correram para a minha cama a meio da noite, esta de certeza não vai ter de correr porque a cama já é dela, sempre. Ela vai crescer  num instante. Num instante está a andar, num instante já corre, num instante já mete rebuçados ao bolso e num instante já se veste sozinha. Num  instante deixa de ser bebé.

Desta vez até dou de mamar e dou em qualquer lado, no restaurante fino ou no banco do jardim. Que me olhe de lado quem tem de olhar, eu olho de frente quem me afrontar. Mas também já dei biberão porque há alturas em que dormir quatro horas é importante,e  a minha saúde e sanidade ainda têm de estar em primeiro lugar. Para sermos cuidadores é preciso cuidar do nosso corpo e da nossa mente, por isso se tiver de sair entrego-a ao cuidado do pai e calço o salto alto só por umas horas.

A verdade é que esta minha terceira, embora não seja “peanuts” também não é um bicho de sete cabeças e os dois meses que já passaram até foram tranquilos, apesar de estar com as mais velhas em casa e ter de me desdobrar por vezes em três tem sido uma maternidade mais calma, tirando o stresse a intensidade do costume.

Sempre mas sempre o mais importante, seja o primeiro ou o quinto é nunca mas nunca duvidar das nossas capacidades. E se para conseguirmos tivermos de fazer tudo errado, pois então um grande viva a todas as mães que fazem tudo errado porque certamente é muito mais difícil que fazer tudo “by the book” que “by the way” eu nunca li …

 

Sofia Franco

(sem filtros)

 

 

Ballet e outras”cenas de menina”

Foto de António Casalinho.

(foto facebook António Casalinho)

Foi esta a foto que usei para mostrar às minhas filhas que não há “cenas” de menina nem “cenas” de menino. O António é um menino e dança como gente grande!  Tenho cometido o erro de incentivar as minhas filhas para as típicas ocupações femininas e no outro dia levei um murro no estômago quando a mais velha me diz que o futebol é coisa de meninos. “Coisa de meninos”? Caraças, tenho feito tudo ao contrário! Esforcei-me para lhe explicar que pode ser o que quiser, fazer o que quiser e que não é por ser menina que terá menos oportunidades que os meninos. Estamos a falar de putos na escola , não pode haver “cenas de menino ou de menina”.

Mas ela é observadora e até já foi ver jogos de futebol e claro não há meninas, nas cadernetas dos cromos não aprecem meninas a jogar futebol, só meninos.

Valeu mais uma pesquisa na net , mais uma conversa séria sobre como as mulheres são importantes na sociedade e como são capazes de fazer ou ser o que quiserem desde que queiram e se empenhem. Estive quase para a inscrever numa escola de futebol para crianças mas querem ver a estupidez: é só para meninos ! ou pelo menos, esta era…. “pois, é que sabe há competições e as equipas não são mistas,,,,”

Anda uma mãe a criar uma filha para a igualdade de género e depois é isto o que se vê!

Por isso…. parabéns António pelo prémio merecido e por me ajudares a mostrar às minhas filhas que o ballet não é só para meninas.

Parabéns António por seres empenhado e persistente e por levares tu também o nome de Portugal ao Mundo.

Parabéns aos pais do António por terem apoiado o filho numa atividade que muitos considerariam estranha para um menino. Aplaudo de pé !

Quanto a nós , portugueses  devíamos estar orgulhosos e aprender com as evidências. Somos bons , somos grandes , por isso deixemo-nos de “merdas” e vamos educar para a igualdade, seja o puto que quer dançar uma musica lamechas ou a miúda que quer esfolar os joelhos a jogar futebol, porque neles pode residir o talento e o talento não olha ao sexo .

Sofia Franco

(sem filtros)

 

 

 

Vamos falar de maminhas?

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Vou falar de maminhas.

Tenho 14 primos, todos mais novos do que eu e sempre me lembro de ver as minhas tias de maminhas de fora a dar de mamar aos meus primos. Sempre achei bonito e natural,aquele era um cenário frequente na minha família. Mal sabia eu, na altura, que este podia ser assunto de tanta controvérsia! Dar ou não dar de mamar? Dar de mamar em público ou apenas em privado? Podia dissertar sobre estes assuntos, mas hoje vou falar-vos apenas  da minha experiência.

Como já disse tive contato com a amamentação desde que me lembro. Muito mais tarde, já na faculdade, aprendi a parte científica do assunto – sabia exaustivamente os benefícios:

Para o bebé – é o alimento mais completo que pode haver e está adaptado a cada um. O corpo da mãe produz o leite de acordo com as necessidades do bebé, tanto em termos de quantidade como em termos de constituição, é por isso um alimento muito bem tolerado e de fácil digestão em comparação com o leite adaptado (o que vem na lata). Protege a criança contra infeções, nomeadamente otites e infeções respiratórias, mesmo após se suspender a amamentação. Há também estudos que sugerem que previne o risco de obesidade, de doenças cardiovasculares e de doenças autoimunes em idades mais avançadas.

Para a mãe – previne hemorragias logo após o parto pela contração uterina que ocorre em resultado de uma hormona – oxitocina – que é produzida quando a mulher amamenta, ajuda a perder peso após o nascimento do bebé e previne o cancro da mama, útero e ovário.

Para a família – que poupa dinheiro em leites de lata e em idas ao médico.

Sabia as recomendações – os bebés devem ser alimentados de leite materno em exclusivo até aos 6 meses e em conjunto com outros alimentos até pelos menos aos 12 meses de idade, e as contraindicações, porque há efetivamente situações em que a amamentação é desaconselhada (quando a mãe é portadora de HIV por exemplo).

Portanto quando engravidei, ainda antes de começar a especialidade em pediatria mas já médica formada, tinha uma certeza: vou dar de mamar.

Assim passei 9 meses sem pensar muito nesse assunto. Li vários livros sobre puericultura, preparei todo o enxoval e esperei que a minha princesa nascesse.

Chegou Fevereiro e com ele a Margarida. Nasceu de cesariana e eu ainda estava no recobro quando ma trouxeram. Puseram-na à mama e ela pegou sem dificuldade e começou a mamar. “Olhe para isso” – diziam as enfermeiras “Cheia de colostro!”. “Quem?? Eu?? Cheia de colostro? Então mas isto é alguma coisa… só saem umas gotinhas. Ai que eu não tenho leite…” – Pensava eu. Decidi confiar nas enfermeiras e a verdade é que nos primeiros dias e noites, não fosse eu pôr o despertador de 3/3h para a minha bebé mamar, ela não se queixava de fome e adormecia reconfortada depois de ir à mama.

Ao 3º dia tive alta. Antes de sair do hospital a enfermeira veio ver-me “Ainda não teve a subida do leite” disse ela. “Não tive a subida do leite, já tenho as mamas o dobro do tamanho… não viu bem com certeza” – Pensava eu. Mas pensava mal. Cheguei a casa e ao peito tinha o que pareciam 2 pedras de tão cheias que estavam as mamas, o leite pingava dos mamilos mal a minha bebé dava sinal e eu não aguentava a sensação de que as maminhas iam rebentar a qualquer instante. Fiz o que tinha lido nos tais livros de puericultura: fui para o banho massajar  e aliviar a tensão das duas mamas-pedregulho. Pelo menos nessa altura tive a certeza de que tinha leite de sobra. Foi sol de pouca dura. Ao fim de uma semana e com as hormonas ainda totalmente desorientadas (sim, porque depois de sermos mãe andamos algum tempo a bater mal e com as emoções em descontrolo total), a Margarida em vez de aguentar 3h passou a querer mamar de hora a hora! Como assim, de hora a hora? A minha criança que mamava de 3/3h porque eu punha despertador, que até me dava uma 1h extra de intervalo durante a noite, que adormecia que nem uma pedra mal ficava saciada, agora queria mamar de UMA em UMA hora?? Eu chorava (repito – as hormonas não ajudavam!) “Eu não tenho leite… o meu leite não é bom.. ela fica com fome…. Eu não vou conseguir dar de mamar até aos 6 meses… mas eu não lhe quero dar biberon”. Eu chorava e desesperava. O Luís ouvia e desesperava.

Eu sabia a teoria quase toda: que NÃO há leites maus nem fracos, que se os bebés fazem xixi e cocó com regularidade é porque estão bem alimentados, que o corpo da mãe se prepara para responder às necessidades do bebé. Eu sabia a teoria quase toda mas ali estava eu, na prática, com uma bebé recém nascida a chorar com fome. Desesperada voltei aos meus livros de puericultura (que há coisas que não vêm nos manuais de Medicina) e encontrei a resposta no “Socorro… sou mãe” da Rita Ferro Alvim. A minha criatura estava com um pico de crescimento!!!

Assim, com a alma apaziguada, continuei a dar de mamar, fosse de hora a hora ou a outro intervalo que a Margarida quisesse, e sem grandes dificuldades ela mamou em exclusivo até aos 5 meses (como a maioria das mães tive que antecipar a introdução de outros alimentos para poder retomar ao trabalho). A maminha acabou aos 10 meses, quando tive uma mastite e quando o leite que tinha já era pouco.

Passados 2 anos e meio nasceu o Duarte. Eu, já com muito mais conhecimento (tanto teórico – já era interna de pediatria – como prático – afinal já tinha tido uma 1ª experiência com a Margarida) achei que não havia hipótese de falha! Só que o meu filho trocou-me as voltas. O meu bebé chorava SEMPRE de hora a hora, o meu bebé só estava bem ao meu colo e à mama, a fazer de chucha. Aguentei 1 mês em aleitamento materno exclusivo, cheia de dúvidas. Ao fim de 1 mês, exausta (continuava a chorar de hora a hora) decidi dar-lhe um biberon. Ao fim de 1 hora ele estava a chorar outra vez. Dei-lhe outro biberon. Ao fim de 1 hora a chorar de novo. Conclusão: não era fome, o meu bebé era só refilão. A experiência do biberon ditou o fim da maminha: o Duarte provou e gostou e começou a não querer ir ao peito. Os bebés na maminha têm que se esforçar muito mais que no biberon e ele queria encher a barriga em pouco tempo e sem grande esforço. A pouco e pouco ele foi deixando de pegar na mama. Comecei a tirar do meu leite com a bomba e dava-lhe pelo biberon. Com grande esforço ainda consegui manter o meu leite alguns meses, mas apesar de eu tirar o leite com a bomba fui produzindo cada vez menos. Sem dramas, sem culpas, e muito naturalmente aos 6 meses veio o leite de lata de vez.

Dar de mamar pode ser maravilhoso! Sentimos o nosso bebé juntinho a nós, o olhar a fixar o nosso, a sensação de que o resto do mundo não existe e só importamos nós os dois. É do que tenho mais saudades de quando os meus filhos eram pequeninos.

Mas dar de mamar pode ser difícil e doloroso. Eu passei por isso.

Dói quando após o parto o útero se contrai com a oxitocina que é libertada quando damos de mamar, doem as mamas no início da mamada quando os ductos se enchem de leite, dói quando o bebé faz da mama chucha e faz gretas que chegam a sangrar, dói quando a mama infeta e surge uma mastite.

E dói “na alma” quando duvidamos do nosso leite, quando não sabemos se o bebé chora porque tem fome ou se é por outro motivo qualquer, quando a mãe e a sogra e a tia dizem que temos pouco leite ou que o leite é fraco e nós nos sentimos a falhar como mãe.

 

SF

(médica de crianças)

Porque é que temos de continuar a falar em Mulheres Reais

Li no outro dia um artigo num blog que sigo que referia que o tema ” Mulheres Reais” era  o não assunto do momento. Concordei com alguns pontos que a bloguer refere mas discordo em absoluto  da não necessidade de falar em Mulheres Reais.

Ninguém consegue definir o conceito de Mulher Real, porque é tão subjetivo como a personalidade de cada uma de nós, é tão subjetivo como  o estilo de vida, as preocupações, as ações de cada uma, mas enquanto existirem temas como adolescentes anoréticas por pressão social, ou adolescentes mais gordinhas com vergonha de ir à praia, ou meninas  de oito anos a acharem que o futebol é só para os meninos e meninos da mesma idade a acharem que o cor de rosa é cor de menina devemos falar em mulheres reais. Enquanto continuarmos a criticar as mulheres que saem da maternidade  maquilhadas e elegantes que na semana seguinte já estão no ginásio a fazer abdominais e enquanto   se continuar a criticar a foto que a outra publicou nas redes sociais em que mostra a barriguinha pós parto ou um bocadinho da mama direita enquanto amamenta, temos de continuar a falar de mulheres reais.

Porque falar de mulheres reais pressupõe que aceitamos e respeitamos as diferenças, que respeitamos o facto de existirem mulheres que querem amamentar, e que têm todo o direito de o fazer no banco do jardim , e se por acaso não conseguir tapar por completo a maminha esquerda ninguém vai reparar ou fazer ar de nojo ao passar. Porque o bébé é real, a necessidade é real e a mulher é real, tem mamas , tem defeitos, tem virtudes. Porque falar de mulheres reais também é não julgar a mulher que decide que não quer amamentar, ou a que como eu faz um bocadinho de batota e a meio da noite espeta com o biberão à pequena porque precisa de dormir quatro horas seguidas.

Porque ser uma mulher real também parte de nós, também parte de aceitarmos que há dez anos atrás tínhamos menos dez quilos, mas não tem mal nenhum estarmos a juntar dinheiro para fazermos uma operação às maminhas. Se é o caminho mais fácil, claro que sim! Mas que mal tem sermos um pouco preguiçosas? Que mal tem se podemos, se é o que queremos, seguir o caminho mais fácil? Ser mulher real também é ser feliz, também é fazer o que nos faz sentir bem, sem culpas.

Falar em mulheres reais é mais que postar uma fotografia no instagram com a legenda “sem filtros”, é mais que colocar uma foto despenteada e com olheiras , é mais que publicarmos  um comentário sobre o imperfeita que somos enquanto mães ou como a nossa relação conjugal é amorosa. Porque nunca somos só uma coisa, porque todas sabemos que aquilo que vai parar ás redes sociais muitas vezes não espelha o que somos, apenas cria a ilusão da perfeição que não somos, da vida que não temos.

Eu também fui maquilhada para a maternidade no dia do parto, também levei o estojinho dentro da mala para tirar uma selfie super penteada e maquilhada e agora não paro de rir porque a única selfie que consegui, eu estou de óculos, cabelo mal amanhado e a maquilhagem que levei toda esborratada. Mas é real? Sim! E tão real como a mulher que teve paciência para se maquilhar depois do parto, que conseguiu sair da maternidade de saltos altos e que conseguiu organizar-se no meio de rotinas e hormonas alteradas para fazer algo por si e ir ao ginásio! Tão real como a mulher que simplesmente não quer ter filhos ou como a que decide ficar em casa a tomar conta dos seus , e a quem chamamos de preguiçosa porque não gosta de trabalhar sem fazermos noção da dificuldade que é, ou de lhe chamarmos sortuda porque não precisa de trabalhar….

Sim, é preciso continuarmos a falar de mulheres reais, porque é urgente não julgar!É  urgente aceitarmos que somos diferentes, que fazemos escolhas, que não vamos ser magras a vida toda, que podemos estar bem com o nosso corpo e ao mesmo tempo desejar perder aqueles quilinhos a mais, que os meninos podem vestir rosa e as meninas podem jogar futebol, que a miúda gordinha não precisa de se esconder na praia e que a magricela não precisa de ser chamada de “tábua rasa”, que o que de melhor há no mundo é sermos todos diferentes!

Sofia Franco

“sem filtros”

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Irmãos para sempre…. ou “seca “para a vida toda…

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Eu tenho duas. Mais velhas. A diferença de idades é tão grande que qualquer uma poderia ser minha mãe. Foi como foi. Foi assim. Nem sempre a relação é fácil mas se pudesse escolher não escolhia de outra forma. Depois tenho dois, emprestados , filhos da mais velha, com uma diferença de idade tão pequena que em qualquer lado passam por meus irmãos. Depois tenho outra, a da escola que ficou para a vida toda..

Quando engravidei a primeira vez pensei logo na segunda, assim com uma diferença curtinha para que pudessem brincar , ser cúmplices e caminharem juntas pela vida fora. Dois anos depois nasce a mais nova, quase quase a do meio. A maioria  dos dias dão-se bem , mas o dia é longo e nunca acaba sem terem uma discussão, sem um “ó Maeeeeeeee” , sem um grito, um choro ou qualquer coisa. São as primeiras a fazer queixinhas uma da outra, não se acanham nada na prontidão com que se acusam.

Se a mais velha vai dormir a casa de uma amiga a mais nova fica  inquieta. Dá-me um abraço e diz que tem saudades da mana. Mas se dormem juntas há pontapés e juro que até em sonhos já as ouvi queixarem-se uma da outra.

Quando lhes disse que iam ter mais uma mana, aceitaram tranquilamente com a naturalidade de quem sabe que ter manos é uma seca , mas uma seca das boas. Uma seca para a vida toda. A mana mais nova ainda não nasceu, mas já entra nos  desenhos da escola. Já fazem planos com ela, só ainda não arranjaram espaço para ela na caminha dos pais, mas tudo a seu tempo. A “seca ” para a vida toda ainda agora começou.

Sofia Franco

(sem filtros)

 

 

HOUVE CASAMENTO REAL

E pronto meninas, há menos um príncipe disponível. O Harry casou e casou muito bem com a lindona da Meghan Markle. A moça basicamente chegou e disse: Eu caso, mas vamos fazer isto à minha maneira!

Confesso que não tive tempo de assistir ao acontecimento em directo (o chá de bebé da Sofia e da Alice foram muitooooooooooo mais importantes), mas fui acompanhando online e meu Deus, houve tanto tiro ao lado…
Comecemos pela noiva.
Ela ia muito bonita e elegante, até porque ela é linda e elegante e mesmo que se tivesse esquecido que ia casar podia perfeitamente agarrar num lençol branco e meia dúzia de alfinetes, amarrar o cabelo com um lápis estilo inspectora Raquel Murillo e deslumbrar. Mas não, acho que não se esqueceu que ia casar e pediu ao senhores da Givenchy para desenhar qualquer coisinha de linhas direitas que não desse muito trabalho e que não obrigasse a fazer muitas provas, porque isto de ser actriz e princesa não deixa muito tempo livre. E saiu isto, um vestido branco, em forma de A sem rendas nem bordados e com destaque apenas do decote em barco. Simples e bonito.

A verdade é que muito provavelmente é a única mulher no mundo que pode fazer isto, tem corpo e cara para casar assim que acorda e sem grandes retoques.

Mas na minha opinião foi simples demais. Não digo que gosto de vestidos tipo suspiro de caramelo, mas faltou ali “mais princesa”. O vestido era simples, o penteado era simples, a maquilhagem era simples. Foi salva pelo véu que era assutadouramente gigante e que me fez pensar “noiva a tropeçar em 3…2..1…”. Enganei-me, ainda bem para ela.
A tiara mantendo a tradição foi emprestada pela rainha Isabel II (forreta da velha, não dá nada a ninguém só empresta) e apesar de ser o elemento “tchanan”, a Megan é tão gira que quase ninguém repara na tiara. As restantes jóias eram simples, só uns diamantezinhos Cartier e está feito.

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E se a noiva foi uma decepção o que dizer da Kate, que não teve tempo para nada e levou o vestido que já tinha usado no baptizado da filha e em mais dois eventos oficiais. Não me choca que a Duquesa de Cambridge repita vestidos, mas choca-me que o faça no casamento do cunhado.

Para além da repetição, a cor não é a melhor. Não sendo branco, é um amarelo quase branco e tirando as damas de honor mais ninguém pode usar esta cor num casamento. Porquê Kate? Porquê? Logo tu que podes até pedir aos senhores da Pantone para criarem um Azul Middleton ou um Rose Kate. Parece que a estou a ver a dizer ao Wiliam “o casamento do teu irmão agora não dá jeito nenhum, vamos comprar qualquer coisa para os miúdos na Zara, tu levas aquele fato do costume com as medalhas e eu vou ver o que tenho para ali que não dê muito nas vistas”. E assim foi…

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Estas são as principais, mas querem mais?!?! Eu dou!

A Rainha foi de Teletubie

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A Victoria Beckham enganou-se. Achou que ia para um funeral e levando uma criação sua apareceu em modo cabide (magra demais e não estou de todo a ser invejosa, ou talvez esteja mas só um bocadinho).

Só para vocês juntei o melhor e o pior na mesma imagem.

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A Pipa Midleton que costuma saber muito o que faz e apesar de ir de garrafa de Arizona, ia bem.


Chapéus?!

Muitos! Para todos os gostos.

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Safaram-se bem…

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Fica para próxima…

Nota de rodapé para a mãe da noiva, Doria Ragland, bonita e cheia de personalidade.

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Para não dizerem que eu estou aqui só para criticar, digo-vos que este casamento foi uma lufada de ar fresco, foi uma lição para todas nós. A Meghan Markle deve ser um exemplo a seguir, entrou na igreja sozinha, não hesitou nem um segundo. Segura e num acto de afirmação que arrepia qualquer uma. Depois borrifou-se para o protocolo e escolheu o bolo que queria, bolo de limão e flor de sabugueiro, substituindo o tradicional bolo inglês. Como se não bastasse, a machadada final, pegou no copo, discursou e propôs um brinde, sendo que, segundo a tradição real, cabia ao noivo esta função.

Temos pena! Chegou, viu e venceu. Ele completamente apaixonado, rendeu-se.
Aqui há amor, há inteligência e há saber fazer.

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Felicidades aos noivos!

MB
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